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Natal Rio Grande do Norte
Há um pontinho no Nordeste do Brasil, bem debaixo da
linha do Equador, onde o sol não dorme. Em Natal, a capital do Rio Grande
do Norte, o sol brilha mais de 300 dias por ano, segundo garantem os guias
de turismo. Não é à toa que os visitantes passaram a chamá-la Cidade
do Sol. É só escolher: brincar de montanha-russa nas dunas, mergulhar em
alto-mar, experimentar a adrenalina do ecoturismo, encarar baladas
noturnas ou fazer roteiros de fé. Natal tem programas para todo tipo de
gosto, idade e bolso.
Se a opção for percorrer o litoral, tanto para o
Norte como para o Sul, melhor ir de buggy. Em direção ao Norte, a Praia
de Genipabu é o destino mais procurado. Dunas fixas e móveis, que chegam
a 50 metros de altura, merecem um registro fotográfico caprichado. Vale
até se fantasiar de xeque e arriscar uma voltinha no lombo dos
dromedários que trabalham no local. Mais light, o passeio pelo Sul faz
muito bem aos olhos, pois começa em Cotovelo, uma das praias mais belas e
limpas do Rio Grande do Norte.
Natal é uma cidade que coleciona recordes. O Cajueiro
de Pirangi, a 25 quilômetros de Natal, foi parar até no Guinness Book.
Sim, é o maior do mundo: tem 8.400 metros quadrados de copa e aproximados
120 anos de vida. O parque do cajueiro tem posto de informação, banheiro
e barracas de artesanato. Um exemplo de que o governo potiguar se
convenceu de que investir em infra-estrutura é a melhor forma de
conquistar o turista.
Logo na chegada se percebe que Natal, além dos
encantos naturais, tem toda infra-estrutura de uma capital: shoppings
centers, universidades, redes de fastfood, trânsito intenso. Afinal, são
quase 800 mil habitantes. Mas quem rouba a cena no percurso do aeroporto
até a Via Costeira são os monumentais reis magos e a estrela guia,
construídos na entrada da cidade.
As obras simbolizam a religiosidade que a população
herdou dos colonizadores portugueses. Em 25 de dezembro de 1597, a armada
do capitão Manuel Mascarenhas chegava a Barra do Potangi e dava início
à conquista do território, inicialmente batizado como Cidade dos Reis.
Em 6 de janeiro de 1598, os marinheiros portugueses começaram a construir
uma fortaleza para afugentar os invasores holandeses. Em forma de estrela
e conhecido como Forte dos Reis Magos, o prédio ficou pronto em 1630 e
hoje está aberto à visitação. Pela cidade há também dezenas de
igrejas do século 18. Bons exemplos são a Matriz Nossa Senhora da
Apresentação, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a Igreja
de Santo Antônio.
Para fugir ao tradicional roteiro de sol e mar, uma
opção é encarar as serras da íngreme paisagem potiguar. Descarte o
conforto: o ecoturismo começa a ser descoberto no Estado e ainda foi
pouco explorado.
Uma atração é a Pedra da Boca, a 130 quilômetros de
Natal. Lá, fica o Pico do Cabugi. Com 590 metros e idade estimada em 28
milhões de anos, é apontado pelos geólogos como o único vulcão
brasileiro que mantém seu formato original.
Outra dica é visitar a Serra Branca, a 210
quilômetros de Natal, repleta de granito e piscinas naturais. Já Acari,
distante 290 quilômetros de Natal, conquistou os turistas pela fama de
cidade mais limpa do Brasil e por abrigar reservatórios de águas
cristalinas, como o açude Gargalheiras.
Há também o Lajedo de Soledade, a 334 quilômetros da
capital, onde estão cavernas com pinturas rupestres de 5 mil anos. Os
nativos, porém, preferem dizer que se trata da "rota mágica das
onças pintadas".
É impossível resistir. Em Natal, antes das 5 horas, o
sol nasce e arrasta o turista da cama para a areia. Se a opção for
conhecer todos os cantinhos dos 500 quilômetros de praia, melhor ir de
buggy. É só marcar com os bugueiros, que eles vão buscar o turista no
hotel.
Em direção ao Norte, a praia de Genipabu, a 20
quilômetros de Natal, é o destino mais procurado. Dunas fixas e móveis,
que chegam a 50 metros e soterram coqueirais, formam o cartão-postal mais
famoso da cidade. Com um profissional, brincar de sobe-e-desce é bem
seguro. E divertido. O bugueiro pergunta se o turista prefere com emoção
ou sem, referindo-se à intensidade das manobras.
Após passar por dunas, falésias, rios e lagoas, o
frio na barriga continua na travessia de balsa pelo rio Ceará-mirim, que
separa Genipabu da Barra do Rio. O temor é imediato, por conta da
fragilidade do meio de transporte. Em poucos minutos se chega a Pitangui,
antiga comunidade de pescadores.
Por lá, outras dunas, só que mais famosas. Como a
equipe da novela "O Clone", da Globo, andou por lá para gravar
as cenas finais da trama, o local ganhou um simpático apelido de
"Dunas da Jade". Bom para os nativos, que tiveram de importar
quatro novos dromedários das Ilhas Canárias, na Espanha, desde que a
moda árabe começou, em 2001.
A natureza providenciou, no meio das desérticas dunas,
piscinas naturais, além de lagoas como a de Pitangui e a de Jacumã. A 49
quilômetros da capital potiguar, Jacumã é famosa pelo "esquibunda"
e "aerobunda". No primeiro, o visitante faz uma descida rápida,
sentado em uma prancha, do alto da duna até a água. O segundo é um
miniteleférico que leva o turista até o meio da lagoa para um salto.
Antes de deixar o lugar, vale provar um espetinho de churrasco de lagosta.
Para recarregar as baterias, que tal um banho de mar a
sete quilômetros da costa tendo como companhia cardumes de peixes e como
cenário coloridas formações de corais? O último pitstop do turista no
Norte é em Maracajaú, a 70 quilômetros de Natal. Ali, a empresa
Maracajaú Diver organiza passeios de lancha rumo a plataformas flutuantes
em pontos de mergulho.
Bom deixar o Sul, chamado de Rota do Sol, para os
últimos dias da viagem, quando o pique estiver quase no fim. Mais light,
o passeio faz muito bem aos olhos, pois começa em Cotovelo, uma das
praias mais belas e limpas do Rio Grande do Norte.
Parar na Barreira do Inferno, para um registro
fotográfico da primeira base de lançamento de foguetes da América
Latina, é outro ponto no roteiro do visitante. A próxima parada é
Pirangi, onde além de visitar o famoso cajueiro gigante é possível
admirar o encontro do rio Pirangi com o mar. Para quem estiver disposto a
viajar 88 quilômetros, conhecer a praia de Pipa pode ser inesquecível.
NOITE - Faça calor ou frio, a noite uruguaia é sempre
animada. A população jovem adora sair para dançar ou apenas para
conversar com os amigos, lotando de quinta-feira a sábado as boates e os
barzinhos espalhados pela cidade. Com opções para todos os gostos e
bolsos, é fácil para o turista encontrar um lugar para se divertir. Um
dos locais mais animados para se ir à noite é a Cidade Velha, que se
tornou popular após uma iniciativa dos comerciantes locais, que
revitalizaram os prédios antigos. Lá, o agito se concentra em quatro
ruas, lotadas de barzinhos e danceterias. Os jovens circulam pelas vias,
fechadas para o trânsito, à procura do melhor agito e aproveitam para
conversar.
CULTURA - Para conhecer um pouco da cultura uruguaia,
uma boa dica é o Museu de Belas Artes, conhecido como Blanes. Fica num
casarão no antigo e bonito bairro do Prado. Além de exposições
especiais, o museu abriga as principais obras de Juan Manuel Blanes, um
dos pintores mais importantes do país. Não saia de lá sem ver os
"33 Orientais", pintura da qual os uruguaios não se cansam de
falar. Como boa cidade de clima europeu, não poderia faltar um café no
museu. No claustro do casarão fica o charmoso Té del Blanes. Nada melhor
do que sentar nas mesas em volta da fonte e relaxar comendo um alfajor ou
uma torta de chocolate.
ARTESANATO - A lã é um dos principais produtos
uruguaios e o país, um dos maiores exportadores do mundo. Em várias
partes do Uruguai, a lã ainda é produzida artesanalmente. Pensando
nisso, em 1968, um grupo de artesãos se uniu para organizar a produção,
criando a Manos del Uruguay. A pequena iniciativa se transformou num
grande projeto, cujo objetivo era o desenvolvimento social e econômico de
mulheres de zonas rurais. Formaram-se cooperativas, que incentivavam a
produção artesanal em seu local de origem. Hoje, os produtos Manos del
Uruguay se tornaram grife, com lojas nos melhores pontos de Montevidéu,
atraindo tanto os uruguaios quanto turistas. Uma equipe de jovens
estilistas se encarrega dos desenhos que serão desenvolvidos pelos
artesãos.
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